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O poder de um abraço

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Li recentemente num artigo muito interessante de um neurocientista, o Dr. Alex Korb, sobre os 4 rituais que ele considera como podendo fazer com que a nossa vida seja mais feliz.
Um deles é o tocar-se alguém, ou o poder de um abraço.
Num mundo tão digital como o nosso, onde vemos cada vez mais demonstrações de carinho virtuais, os sorrisos e beijos no facebook, dou comigo a pensar se estas ferramentas não nos estão a dar erradamente um sentimento de “missão cumprida”. Senão pensem comigo: se por um lado temos mais de 100 amigos que nos dão os parabéns no dia de aniversário nas nossas redes sociais, cada vez são menos os que nos telefonam nessa data e poucos se encontram verdadeiramente com a pessoa para lhe dar um abraço de parabéns.
Preocupa-me se o botão “gosto” que tanto adoramos distribuir por entre os nossos amigos não nos estão a fazer esquecer de lhes dizer isso diretamente.
Enquanto socióloga analisei o fenómeno da velhice e tive a oportunidade de fazer o meu trabalho de fim de curso em duas instituições de apoio a idosos e nunca mais me esqueci de como a maioria daquelas pessoas ansiavam pelo tal “toque” humano de que falei ao início e que tão importante é para a felicidade do ser humano. Por eles vi-me a mim, e obviamente até mais agora do que na altura em que tinha 20 anos, e concordo inteiramente com o poder que o contacto físico tem no nosso bem-estar.
Enquanto bebés somos normalmente tocados a toda a hora, abraçados, inalados, fazendo-nos sentir amados. Depois vamos crescendo, vamos trocando o beijo e o colo dos pais pelos toques, beijos e “amassos” de namorados e amigos. Numa ordem mais “normal” das coisas segue-se um relacionamento a dois, a cumplicidade com quem amamos e essa energia e amor que passa de pele para pele também lá está. Vamos depois envelhecendo, e muito mais depressa do que aquilo que imaginamos, vamos ficando demasiado sérios e formais para tocarmos uns nos outros e o desapego, muitas vezes até entre o casal, vai acontecendo. Esmorecem os abraços longos, as demonstrações de carinho, outras vezes o parceiro muitas vezes já partiu e até as crianças começam a não ter tempo ou a não querer beijar-nos, tocar-nos, abraçar-nos…
No tal estudo do Dr. Alex Corb ele chega à conclusão que a falta de afeto e do toque humano nos causa dor emocional e até mesmo física, e que as relações são mesmo muito importantes para que nos sintamos felizes.
Fica a sugestão. Se quer ser mais feliz (e já agora fazer outra pessoa feliz), desligue o computador/tablet/telemóvel e abrace alguém!

Nota: Se quiser ler o artigo sobre esta e outras conclusões do estudo do Dr. Alex Corb (só é pena estar em inglês) pode clicar aqui: http://www.bakadesuyo.com/2015/09/make-you-happy-2/

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